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Lançamento da Coleção: Nostalgia Futebolaria

Escrito Por: Publicado em: Futebolaria Data de Criação: 05/11/2014 Acessos: 2464 Comentários: 0

Indo trabalhar vejo as crianças praticando futebol em quadras de grama sintéticas alugadas, em escolinhas particulares, lembramos de quao diferente era na minha infância. É claro que as condições são outras, na rua onde eu jogava bola toda a noite, hoje é impossível ficar 30 segundos sem passar um carro, a rua era deserta e hoje virou um grande comércio local. O lote ao lado virou um centro comercial, onde as vezes quando entro tenho lembranças nostalgicas dos gols que já marquei e assisti e das partidas históricas que participei onde hoje só existe concreto.

Para recordar estes momento únicos lançamos a coleção Nostalgia Futebolaria, uma série de camisetas que irão lembrar frases, momentos, regras do futebol de nossa infância e adolescência! Para um bom entendedeor meia palavra bas! Mas para quem não teva oportunidade de jogar um jogo descalço na rua com os amigos e dar um voleio histórico e o time adversário alegar que o chinelo mexeu e o gol não valeu, preparamos o texto abaixo para todos poderem ter um gostinho de como era bom o futebol a qualquer hora e em qualquer lugar. E para os mais jovens, fica a dica de como poder jogar bola em praticamente qualquer lugar!

Futebol de várzea, racha, rachão, pelada ou peladinha, no campinho de terra, na praia, naquele lote abandonado, terreno baldio, na rua, na garagem, no fundo da casa do amigo, as irregularidades do terrenos não importavam, as vezes os obstáculos criavam um jogo inovador, como barro, buracos, paralelepípedos, pois qualquer lugar maior que uma sala era um potencial campo para grandes clássicos do futebol da nossa infância, a pelada de futebol com os amigos!

A marcação do campo, que normalmente se resumia as traves, era realizado pelo o que tinha disponível no momento, qualquer dois pontos de referências disponíveis, um vaso, uma vassoura, uma lixeira, ou pares de chinelos, qualquer objeto era a marcação de um gol. A bola é qualquer coisa redonda que é viável de conduzir com os pés. Mesmo assim não tem bola? Junte meias velhas e faça uma!

A partida poderia ser a partir de um jogador, que poderia usar a imaginação e se inspirar em qualquer ídolo do futebol do momento e tentar acertar a trave ou uma marcação na parede, mas a competição mais acirrada era quando amigos, primos e irmão compareciam para o grande clássico de nossas vidas. Normalmente o número de jogadores de cada time depende da delimitação do campo, do tempo e do potencial futebolístico de cada um, pois dois pernas de pau podem se transformar em um jogador, ou até mesmo um dos times ser composto daquele primo “carta branca”, que não joga nada. A separação dos times é normalmente feita por dois jogadores com talento futebolístico equivalente tirando um tradicional "par ou impar" e escolhendo, a partir do vencedor, cada um na sua vez, um jogador para o seu time. Se existem apenas três times, tira-se um "dois ou um" e depois segue o mesmo processo e, no caso de mais de três times, tira-se um "adedanha". Se você for ruim provavelmente será o último a ser escolhido e irá para o gol para que o ataque com os melhores jogadores compessasse seus frangos. Muitas vezes você poderia evitar ir pro gol gritando “ultimo” e automaticamente despertar os gritos dos demais jogadores do time como “penultimo” até o mais bobo esquecer de gritar e ir para o gol. Separar o time, fácil, nada de uniformes, basta jogar com camisa contra sem camisa!

As regras variavam a cada partida e de acordo com as características do jogo e marcações do campo. Assim como qualquer partida de futebol profissional tem suas polêmcias de impedimento, o futebol de nossa infância também tinha suas polêmicas. Quando a bola passava por cima do chinelo, por exemplo, poderia ou não ser gol, se o chinelo mexer um milimetro então era trave. Os times poderiam ter ou não goleiro, e uma alternativa também polêmica era o “último agarra”, que permitia que o jogador de defesa dentro da área e mais próximo do gol poderia encarnar o goleiro e utilizar a mão para defender. Mas, assim como o impedimento, sempre existia grandes polêmicas quando dois jogadores estavam em linha na defesa e um defendia a bola com as mãos. Se o campo existir delimitação da área poderia ter penalty, no entanto, em penalty “não vale bomba” ou, poderia ser praticado “öu tudo ou nada” onde poderia ser batido o penalty chutando com toda a força ou colocado, cada um valendo pontos proporcionais na partida.

O tempo da partida era normalmente quando um time atingisse um determinado número de gols, quando anoitecia e não se enxergava mais nada, quando o dono da bola tiver que ir embora, sua mãe te chamar, a bola furar, ser isolada no vizinho que tem cachorro, ou, em caso de mais de dois times, quando existia “”de fora”, a partida durava dez minutos ou poderia terminar antes se um time marcasse dois gols.

A arbitragem se dá pela técnica tradicional de “ganha no grito”, marcado por frases clássicas como “é minha”, “é nossa”, “não saiu, cê é cego!”, “não foi gol, passou por fora”, ou, se não resolver a punição ocorre na forma de “vence o mais forte”, seja dentro ou fora de campo pois cartões amarelos e vermelhos não existem. Se você é o mais forte, o mais velho, dono da bola e o campinho é na sua casa, você pode ser considerado como um grande cartola e pode até mesmo ditar as regras da partida com direito a ter a palavra final em uma indecisão dos times, no entanto cuidado, pois a máxima “quem rouba perde” nunca falha.

A torcida, foco do site Futebolaria, no futebol de várzea varia pela idade, para crianças, a família é a principal torcida, e na adolescência até a vida adulta normalmente pelos amigos peladeiros, bebados no bar ao lado, ou você, caso esteja na primeira de fora.

Como podem ver, a pelada de nossa infância era muito mais do que uma brincadeira de criança, era um grupo de amigos incorporando seus ídolos do futebol mas de tamanha criatividade que o maior talento era o de driblar as adversidades para poder bater uma bolinha!

 

“A mair sórdida pelada é de uma complexidade shakespereana”
Nelson Rodrigues interpretando o brasileiro como o que mais lucidez enxergou a essência do futebol

 

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