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#7x1Day - Um ano depois

Escrito Por: Publicado em: Futebolaria Data de Criação: 08/07/2015 Acessos: 2580 Comentários: 0

64 anos depois, o Brasil sediava mais uma Copa do Mundo.Bem ou mal, durante cinco jogos a Seleção fez o seu papel, alcançou as semifinais. Perdeu Neymar nas quartas de final e entrou com a camisa dele em campo, como se mostrasse que jogaria pelo atacante. Mas foram só 9 minutos... Gol da Alemanha!  A partir dali, se iniciou o maior vexame da história do futebol brasileiro. A pior derrota do selecionado nos seus 100 anos de história. Em casa, na Copa que tinha como objetivo claro o término da maldição de 1950, fomos humilhados: 7 a 1. Gol brasileiro só de Oscar, bem no final do jogo, como consolação. 

Quem diria que aquele vice mundial sofrido após gols de Schiaffino e Ghiggia para o Uruguai, em 1950, seguirá como o melhor resultado da seleção brasileira em Copas disputadas em casa.

O jogo: Nove minutos. Foi o tempo que a Alemanha demorou para descobrir que não teria adversário na semifinal da Copa do Mundo. Quando Thomas Müller, livre dentro da área, tocou para o gol, ficou claro que a seleção brasileira não seria capaz de parar ninguém que conseguisse entrar em sua área. Foi simbólico: o principal artilheiro do rival livre, sozinho, no local mais perigoso de um campo. Treze minutos depois, Klose pegou rebote de seu próprio chute, e nenhum defensor brasileiro esboçou reação, começava a maior goleada sofrida pelo Brasil na história, e os seis minutos mais desesperadores do futebol brasileiro em todos os tempos.

Do gol de Klose ao de Khedira, aos 29 minutos, por quatro vezes a Alemanha conseguiu entrar na área brasileira e tocar para o gol de Júlio César sem dificuldade alguma. Toni Kroos fez os outros dois, para pela primeira vez em Copas o Brasil levar cinco gols no primeiro tempo de um jogo.

 No segundo tempo, mais dois, como se brincasse, com Schürrle. Sem dificuldades, a Alemanha desperdiçou chances como se não quisesse marcar. Aos 45 minutos, Oscar fez o "gol de honra". Talvez a única palavra que não possa ser usada para descrever o que o Brasil teve naquele dia.

Torcedores brasileiros que pagaram até R$ 1.320 (preço do melhor setor do estádio) para acompanhar a semifinal entre Brasil e Alemanha começaram a deixar o Mineirão logo após o 3° gol alemão, feito por Toni Kroos, aos 24 minutos de jogo - quem deixou o estádio exatamente nesse minuto pagou R$ 55 para cada minuto visto.

Muitos ainda "choram" este ingresso até hoje. Foi deprimente, humilhante e inesquecível. O Mineiraço entrou para a história.

A partida foi o evento esportivo mais comentado nas redes sociais na história da Internet, foram feitos 35.6 milhões de tweets no Twitter, anteriormente, o evento mais comentado nessa plataforma havia sido o Super Bowl XXXVIII, com números de 24.9 milhões. Nem mesmo os comentários sobre o Super Bowl e o Oscar 2014 ainda não somariam o total de tweets sobre o jogo. O evento também bateu recorde em tweets por minutos ao alcançar 508.166 mil comentários após o quinto gol da Alemanha contra o Brasil, quase 100 mil a mais que o recorde anterior. Até então, o recorde no Twitter para um evento esportivo era do jogo entre Chile e Brasil pela mesma Copa, que gerou 389 mil tuítes por minuto. No Facebook, foi o mais comentado de todas as disputas da Copa, no qual mais de 66 milhões de usuários fizeram 200 milhões de comentários sobre a disputa entre Alemanha e Brasil. Cerca de um quarto dessas interações vieram do Brasil, com 16 milhões de pessoas fazendo 52 milhões de comentários sobre a derrota da seleção brasileira. A partida também teve a maior audiência da história da televisão alemã. com uma média de 32,6 milhões de televisores ligados durante o jogo. Em maio de 2015, a partida foi anunciada como indicada ao prêmio "The Stadium Business" na categoria “evento mais comentado de 2014”.

Um ano depois

E para nós, brasileiros, é triste a lembrança. Um ano depois A presidência da CBF mudou de dono em abril deste ano. Saiu José Maria Marin, entrou Marco Polo Del Nero. Sangue novo? Nem tanto. Del Nero já era o vice (unha e carne com o presidente) desde 2012. Em maio deste ano, o "gol da Alemanha" virou "gol do FBI" com a prisão por fraude e pagamento de propina do ex-mandatário na Suíça. Apesar da suspeita sobre Del Nero, as autoridades ainda não provaram ou citaram o nome do dirigente no caso.

 Del Nero assumiu prometendo medidas de modernização para o futebol nacional. Por ora, o processo é lento e as ações são superficiais. Muita coisa está sendo prometida e ainda está começando a sair do papel.

O presidente da CBF pelo menos já promoveu reuniões com diversas camadas do futebol, como técnicos, jogadores, médicos e profissionais do futebol feminino.

Em relação ao 7 a 1, a culpa ficou com Felipão. Marin, quando ainda estava solto, chegou a dizer que Scolari deveria ter sacado Neymar no jogo contra a Colômbia após o Brasil fazer 2 a 0.

SELEÇÃO BRASILEIRA

Houve um "de volta para o passado" no comando da Seleção. Dunga, que não tinha servido depois da eliminação na Copa-2010, foi reconduzido ao cargo, tendo como chefe Gilmar Rinaldi, que até o dia anterior era empresário de jogadores.

O diagnóstico inicial do 7 a 1 feito por Gilmar foi que o boné com #forçaNeymar e outras manifestações de solidariedade ao atacante, cortado da Copa por levar uma joelhada do colombiano Zúñiga, atrapalharam o time.

Em termos táticos, Dunga aboliu o centroavante fixo na área (Fred não foi mais chamado). Nos amistosos, invencibilidade. Mas na primeira competição oficial, a Copa América, o time desandou. A equipe, sem dinâmica na frente, falhou lá trás (não é, Thiago Silva?). A eliminação, novamente sem Neymar (agora suspenso) foi nos pênaltis.

CATEGORIAS DE BASE

Na formação de jogadores, um dos pontos atacados no pós-7 a 1, a situação é igual. Os clubes, cada um por si, têm a responsabilidade de lapidar os jovens. Apesar do fim da regulamentação de agentes de futebol, os empresários ainda são muito presentes na vida da garotada, levando talentos para fora do país. Outra batalha é para reduzir a idade mínima que um jogador pode ser registrado. Hoje, é 14 anos. A tentativa é colocar em 12, para trabalhar mais cedo com os possíveis craques.

No âmbito da Seleção Brasileira, a coordenação do setor mudou. Caiu Alexandre Gallo, após a má campanha no Sul-Americano sub-20. Mas a gestão do caso foi controversa. Gallo convocou o time para o Mundial e deu lugar a Rogério Micale três dias antes da apresentação do grupo. Mesmo assim, o Brasil chegou à final da competição, mostrando um desenho tático mais moderno. Os técnicos da sub-15 e sub-17 também mudaram, depois que Erasmo Damiani deixou o Palmeiras para coordenar a base da CBF. Nos clubes, o entendimento é que há mais diálogo com o setor.

Um ano depois, ainda nos lembramos do fatídico 7 x 1 contra a Alemanha e na realidade não vemos NADA de promissor com o futuro de nossa Seleção e pela primeira vez na história das eliminatórias temos dúvidas com relação à nossa classificação para a próxima Copa do Mundo.

Que venha 2018!

FONTE: Lancenete, Uol Esportes, Wikipédia, Folha de São Paulo

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